Fonte: Viva Bem – UOL
Quando os prazos de trabalho se acumulam, as preocupações financeiras persistem ou surge uma obrigação inesperada de falar em público, muitas vezes tratamos a ansiedade como um desafio puramente psicológico — algo a ser superado com um pouco de força de vontade. Mas nossos corpos não separam o psicológico do físico. Seu cérebro não é uma ilha, e a ansiedade não fica presa entre suas orelhas. Ela desencadeia uma rápida cascata de alterações bioquímicas que percorrem a corrente sanguínea e afetam o corpo de maneiras mensuráveis. Uma nova pesquisa realizada por meus colegas e por mim capturou essa conexão entre mente e corpo em tempo real. Ao submeter voluntários saudáveis a um teste de estresse em laboratório, descobrimos que o estresse mental agudo atua como um catalisador químico direto. Em questão de minutos, ele aumenta a produção de moléculas altamente reativas conhecidas como radicais livres. Essas moléculas, por sua vez, alteram a forma como os coágulos sanguíneos se formam.
Em outras palavras, o estresse psicológico pode remodelar fisicamente o seu sangue, tornando-o mais propenso à formação de coágulos.